Plasencia


LOCALIZAÇÃO

Plasencia situa-se a 83 km a Norte de Cáceres e a 70 km a Este da fronteira com Portugal. Integra a Comunidade Autónoma de Extremadura, situando-se a Norte desta e perto da Vale de Jerte.


DESCRIÇÃO FÍSICA E GEOGRÁFICA

Plasencia tem uma extensão de 217,94 km². O município tem 41.047 habitantes (INE 2013), sendo o segundo município mais populoso da provincia de Cáceres e o quarto da região. A cidade é sede episcopal da sua diocese e capital da comarca judicial nº4 da provincia. Como é a cidade mais populosa, do Norte da Extremadura, acolhe varios serviços do Estado e da região, que servem tanto a sua população como a população dos municipios vizinhos.


BREVE RESUMO HISTÓRICO

A cidade foi fundada pelo Rei Alfonso VIII de Castilha em 1186. A sua localização, no lugar onde hoje se encontra, deve-se a razões de estratégia militar, subjacentes à sua Reconquista. Até o século XIX, foi a capital do sexmo de Plasencia, comunidade que chegou a ocupar uma quarta parte do territorio da provincia. Segundo os censos de 1960 só tinha vinte mil habitantes, mas foram muitos os eventos importantes que alí occoreram, como o casamento de Juan la Beltraneja na Guerra de Sucessão Castelhana e a iniciativa de compra do voto em Cortes, que conduziram à criação da provincia de Extremadura em 1653.


NOTAS ECONÓMICAS

A economía do município assenta, principalmente, no Setor de Serviços, já que na cidade há mais de mil estabelecimentos comerciais. O turismo é um sector também muito importante, porque o seu núcleo histórico encontra-se declarado como um bem de interesse cultural e a cidade possui alguns festivais que foram declarados de interesse turístico: o Martes Mayor (A Terça Maior) e a Páscoa. A cidade possui um pequeno campus universitário, dependente da Universidade de Extremadura, com quatro cursos de graduação. No século XX o municipio teve a seu próprio banco.


ASPECTOS TURÍSTICOS

Plasencia alguns dados históricos da cidade.

Por iniciativa do rei Alfonso VIII, fundar-se-ia plena fronteira bélica entre as tropas cristãs e muçulmanas a ciudadede Plasencia no ano 1186, se bem que este importante núcleo defensivo e os seus arredores, estariam ocupados por outras culturas desde a Pré-história até à Idade Média.

Em 1196, os almohades sob comando de Abén Jucef a conquistariam, ainda que um ano depois passasse novamente para o poder do rei Alfonso VIII, que ordenou a conclusão da sua muralha em 1201. Cidade de realengo até cerca de 1442, passou para as mãos de Pedro de Zúñiga por concessão de rei Juan II com o título de Condado, até que em 1488, por desejo do seu concelho e da nobreza que formavam o governo municipal, contrários ao Duque Álvaro de Zúñiga, a cidade passaria para os Reis Católicos. Em Plasencia, desde finais do séc. XV, residiría na cidade a mais ilustre nobreza extremenha, que foram deixando com a passagem dos séculos um importante legado histórico-artístico, hoje magníficamente conservado.

Dos anos depois da sua fundação em 1186, Plasencia terá sede bispal, com jurisdição inclusive sobre Medellín e Trujillo, bispado que séculos depois ampliaría a velha catedral románica, construindo a Nova Catedral ao longo de séc. XVI. Por desejo de seu Bispo Don Juan de Carvajal criar-se-iam os Estudos de Humanidades, primeiros estudos gerais de nível universitário que teve a Extremadura em 1446. Plasencia, com a passagem dos séculos, foi-se convertendo num lugar habitual de transacções agrícolas, comerciais e pecuárias, guardando entre as suas tradições medievais, interesantes feiras e festas e notáveis mercados como o que se celebra nos principios do mês de Agosto com o nome de Martes Mayor, declarada Festa de Interesse Turístico Regional.

Referência económica e socio-cultural para esta zona setentrional da região da Extremadura, fruto sem dúvida de alguma cordialidades e do espírito emprendedor da sua população, Plasencia foi-se provendo de excelentes serviços, que fizeram da mesma o mais importante núcleo urbano do norte da Extremadura.


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